Paixão Turca, de Vicente Aranda, com Ana Belén e George Corraface. O filme é inadequado para menores de 18 anos. É de 1994, e conta a história de uma turista espanhola, que casou sem estar muito apaixonada pelo marido. Vivia uma vida confortável, sem grandes emoções, até visitar Istambul, na Turquia, e se apaixona pelo guia. Dentre obstáculos e coragem de mudar, ela larga tudo para viver esse romance. Detalhe: o cara era o típico mulherengo. Lembro de tê-lo achado lindo na primeira vez que assisti. Mas na segunda vez, aquele cabelinho com brilhantina não me agradou. É um filme sensível e erótico ao mesmo tempo.
Loucos de Paixão, de Luis Mandoki, com Susan Sarandon e James Spader. Jovem bem sucedido se apaixona por uma garçonete bem mais velha que ele. Os dois perderam pessoas importantes na vida deles, então a carência os une. A quebra de paradigmas e diferenças torna este romance avassalador. A paixão não tem preconceitos, apenas tem que ser vivida.
Além da Paixão, um filme de 1985, com Regina Duarte e Paulo Castelli, e direção de Bruno Barreto. Uma mulher casada e, aparentemente, conservadora, se envolve com um garoto de programa e sai viajando com ele, Brasil afora, vivendo todas as fantasias que deseja. Ela apenas vive. Apenas é ela mesma. Como se tirasse férias daquela vida certinha que vivia. Vale a pena assisti-lo.
Nove e meia semanas de amor, com Kim Bassinger e Mikey Rourke (antes de ter se deformado com o boxe e as plásticas). Uma mulher se envolve com um desconhecido e eles vivem todas as fantasias sexuais. Até gastar o desejo. Tem o dia que até a paixão cansa.
Ensaio Sobre a Paixão
Divagações de Daniela Figueiredo em Sábado, Junho 20, 2009 Marcadores: comportamento, relacionamentos, sentimentosA paixão. Verdadeira turbulência na vida de alguém. Capaz de causar os maiores estragos e as melhores sensações. Ou é oito ou é oitenta. Não há meio termo com ela. É intensa e profunda. É viver como se fosse morrer amanhã. É morrer e renascer; pois, quando ela acaba, todos renascem como se fossem sobreviventes de alguma catástrofe. A paixão é cataclismo, é drama, é mexicana, é brega. É aprendizado, é experiência. É suspirar sozinha, sonhando acordada. É desespero por alguém que está lá, vivendo as mesmas sensações e a mesma necessidade.
O cinema nos mostra este sentimento através das suas personagens, despertando-nos a vontade de viver uma história ou sensação parecida. Falei em paixão, não em amor. Este, eu deixo para outra postagem. O amor e a paixão são diferentes. O amor é calmaria, a paixão é agitação. O amor é como um lago, tranqüilo, parado, gostoso. A paixão é o mar, com suas ondas que nos derrubam quando não estamos atentos. É a correnteza, que nos arrasta para direções que não queremos ir.
Selecionei alguns filmes que descrevem a paixão e me fazem desejar viver uma:
Vinícius de Moraes não vivia sem paixão, tanto que se casou nove vezes. A paixão acabava, e ele partia para outra. Não tinha esta de viver sem paixão, de restar o companheirismo e a amizade, ele necessitava das borboletas sobrevoando, constantemente, no estômago. Roberto Freire escreveu um livro sobre esta entrega, sem restrições, Ame e Dê Vexame, e comenta que - quando jovem - tinha medo dessa entrega, por fazê-lo se sentir frágil e usável. “Felizmente, acabei podendo dar todos os vexames possíveis a que tinha direito, no correr dos amores e da vida”, explica.
Nunca vivi uma paixão de cinema, e nem sei realmente se ela existe, embora conheça pessoas que viveram uma, no qual tiveram opções de parar por ali mesmo ou ficar juntos para sempre. A paixão avassaladora não combina com o “pra sempre”, porque este sempre, sempre acaba (já dizia a música Por Enquanto, do Renato Russo). Quando não se vive uma paixão até gastar, ela permanece nostálgica, com aquela saudade de um tempo que não volta mais. Não que eu nunca tenha me apaixonado, vivo me apaixonando, mas nunca uma paixão que mexesse tanto comigo, uma paixão que me fizesse perder o controle.
Um amigo meu diz que a paixão é imatura, e que acha impróvável que se apaixone um dia. Mas eu me pergunto: será que uma pessoa, por mais madura que seja, está livre de viver uma paixão? Não sei se é imaturidade, mas sair dos eixos de vez em quando é saudável. Conter-se é a pior coisa que uma pessoa pode fazer por ela mesma, é deixar de viver. E o que de saudável tem a maturidade quando se trata de paixão? Tem idade certa para ser sentida? Paixão é sofrer, mas é um sofrimento que vale a pena ser vivido, pelo menos, no cinema, um dos responsáveis por devaneios e desejos de algo que revoluciona o tédio.
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5 insanidades:
E como revoluciona o tédio (rs)...
Você disse tudo, Dani: "Capaz de causar os maiores estragos e as melhores sensações".
Nada descreverá melhor do que essa frase. Você conseguiu resumir em poucas palavras tudo o que a paixão representa.
Meu irmão é como o Vinicius; quando a paixão acaba, ele abandona tudo e vai à procura de novas borboletas. Acho que são pessoas que não conseguem viver sem essa sensação insana, boa e ruim ao mesmo tempo...
Adorei o seu post. Muito maduro e esclarecedor.
Beijos e bom final de semana.
PS: O meu sábado será horrível; é o dia da Festa Junina, aghhh!
Ah, esqueci de dizer que adorei também a imagem que você colocou no post e que amo essa música.
Dizem que paixão passa e que então vem o amor. Sei lá.
Apenas sinto que vivo uma paixão e um amor, tudo ao mesmo tempo. Será doentio?
Deixo apenas meu coração...... chorar!
Beijos
Acho que é complicado, pois a paixão seria o ponta pé inicial para uam relação mais duradora, mas ela também tem de existir numa relação mais longa (mesmo que de forma intermitente)...
Fique com Deus, menina Daniela.
Um abraço.
eu tb adorei esse seu canto. o template é lindo. fui atrás dele e não consegui nada. vou tentar com calma depois.
obrigada pela visita. agora tem um arroz de puta lá. tomara que goste. beijo.
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