Mulher, Modelo Nota 1000
Divagações de Daniela Figueiredo em Sexta-feira, Agosto 14, 2009 Marcadores: autoestima, comportamento, relacionamentos, vida de solteiroAchei muito divertido o quadro do Fantástico, Liga das Mulheres. Lá, Renata Ceribelli e outras garotas aconselham sobre algumas atitudes que acabam criando uma barreira na
vida amorosa das mulheres. No programa do dia 09-08-2009, elas estavam tentando ajudar Kátia, uma moça que quer muito ter um namorado, mas não está sendo tarefa fácil arrumar um. A Liga analisou, através de filmagens feitas, como Kátia se comportava em danceterias, barezinhos, as gafes cometidas nos encontros, a maneira de se vestir e etc. e tal. Deram os devidos conselhos, mostraram a ela os vídeos feitos, para que ela pudesse se observar e corrigir o necessário, pois o que os olhos não veem o coração não sente.
Ao ver tanta gente aconselhando Kátia a como agir e mostrando-lhe o que estava errado com as atitudes dela, não pude deixar de me lembrar do filme Mulheres Perfeitas, com Nicole Kidman, Glenn Close, Bette Midler e Matthew Broderick. O filme se passa em Stepford, no subúrbio de Connecticut. Um lugar onde a vida é perfeita, e as mulheres lindas, prendadas, ótimas mães e cozinheiras, excelentes amantes e donas de casa. Já os maridos, esses não precisavam ser perfeitos. Nem sempre essas mulheres foram assim, antes de morar em Stepford elas tinham suas manias, gostos e desgostos próprios de uma mulher com opinião própria. Mas como ser elas mesmas não agradava aos maridos, eles as transformaram em robôs, colocaram chips no cérebro delas, que eram controlados por controle remoto. Elas não aceitariam mudar por conta própria, deixar de ter personalidade para adaptar-se ao gosto deles, então, nada mais apropriado que a tecnologia moderna.
Muitos livros de auto-ajuda, que aconselham sobre como arrumar um parceiro, estão dentre os mais vendidos nas livrarias. Há muita gente solteira, e ninguém quer ficar
sozinho. Esses dias, li um texto em um site de humor que dava dicas para arrumar um namorado, eis algumas: faça joguinhos; não fale muito sobre você; não dê no primeiro encontro (somente se estiver muito afim, aí dê à vontade); se ele te trair, o traia com o melhor amigo dele; e assim vai. Terminava com um “E seja você mesma, que nós nos apaixonaremos!” Contraditório, não? Ser você mesma e, ao mesmo tempo, fazer joguinhos, agarrar o melhor amigo do cara (e se ele for um horror?), não ficar muito tempo conversando, porque mulher interessante não tem tempo para nada, muito menos para o cara. Faça isso! Não faça aquilo! ...Ufa! Dá muito trabalho essa jornada! A mulher tem que estar muito antenada, e utilizar as armas certas para conquistar a “alma gêmea”.
E, assim, Kátia, a garota solteira do Fantástico, vai “consertando” o que há de “errado”, tentando se adaptar com os “chips" considerados ideais, como os do filme Mulheres Perfeitas, para arranjar um namorado. Ela não conseguiu entrar no jogo e, por ser ela mesma, não está agradando. Se esse esforço vale à pena, eu não sei. Mudar para ser amada não parece ser o melhor caminho. Se for necessária essa transformação, o relacionamento já está condenado, pois este só dará certo quando um se sentir à vontade com o outro, sem receios de não agradar. Uma coisa é certa, a mudança é temporária. Ninguém consegue ser outra pessoa por tanto tempo.
"Amar as minhas belezas qualquer um pode, é fácil demais. Mas para amar os meus defeitos é necessária uma pessoa especial. (...) É horrendos que queremos ser amados." (Marina Colasanti )
Assinar:
Postar comentários (Atom)





12 comentários:
Eu vi a reportagem e assisti ao filme que vc menciona no post. Acho q vc tem toda razão. O fim da picada aquelas mulheres sentadas julgando o comportamento da outra....coisa feia...parecia um monte de candinhas fofocando da vizinha....não existe fórmula mágica para relacionamentos....e tem gosto para tudo no mundo. Achei a Kátia animada, bom astral e ajeitadinha. Tomara que a reportagem não tenha acabado com a auto estima dela.
Bj
La Sorcière, é verdade, tomara que ela não ache que o problema é com ela. Quando tem muita gente julgando e dando pitaco, não só em programas de televisão, mas na vida de alguém, corre-se o risco de ter a autoestima abalada. Esta é a grande desvantagem de participar de um reality show. E para se conhecer realmente uma pessoa, só convivendo com ela.
Blue, o assunto relacionamentos dá muito pano pra manga. Haja assunto para dar o pitaco! Dão-se os conselhos e fazemos tudo ao contrário, porque não há receita. Cada qual com seu tempero. Beijos.
Oi, Lu. Concordo que não é para tanto. Acho que liberdade é essencial, e ser você mesmo está incluído nesta liberdade. As coisas aparecem no tempo certo.
Beijos, também adoro Pitty!
É por aí, Francisca. A baixa estima estraga tudo! E concordo que é falta de personalidade se anular. Quanto aos namorados que adoram criticar e reclamar do jeito de ser das namoradas, digo que é melhor ficar sozinha do que mal acompanhada. Gostei de te ver aqui! Beijos.
As pessoas andam desesperadas em busca de se "enquadrar" a comportamentos socialmente aceitáveis, achando que essa mudança de "casca" vai produzir algum resultado positivo.
É a lógica mercantil do custo-benefício, trazida para dentro do mundo dos relacionamentos.
Pessoalmente, entendo que relacionamentos são, sim, espaços para mudanças... mas quando os dois mudam. Porque assim, ambos mudam para a mesma direção...
Para falar a verdade, não gosto desses programas que transformam povo em produto para catapultar audiência, e isto está se tornando uma prática sempre mais frequente. É a síndrome do reality show.
Incentivar uma pessoa a ser quem ela definitivamente não é com o objetivo de conseguir um parceiro?!... Isto não pode dar certo, especialmente quando se está a procura de um relacionamento duradouro. A convivência certamente vai revelar, num curto espaço de tempo, quem se é verdadeiramente.
É impressionante a capacidade de alguns indivíduos de expor, de um modo tão ostensivo, o que há de mais particular em suas vidas...
Sei que alguns o fazem em troca de dinheiro; outros, em busca da famigerada fama... Não tem mesmo jeito: vivemos num mundo onde, ou se tem, ou se aparenta ter. Simplesmente ser... já era!...
Bjs, minha querida amiga. E Inté!
Claudio, concordo contigo. A convivência traz amadurecimento e, consequentemente, a mudança. Tem que haver afinidades. Beijos e obrigada pela visita!
Ju, pois é, acho que não é por aí. Certas coisas não valem o esforço. Ter que deixar de ser é, de certa forma, uma agressão à própria liberdade.
Beijos e inté!
Boa tarde Daniela.
A história que nos contou é uma evidência dos tempos modernos. Eu, por exemplo, sou fixado em cheiros, como um cão, mas mais perto, detecto um cheiro natural de corpo de mulher, se é de cio ele se expande intenso,penetrante, se dos poros da pele, o mais constante, ele me seduz a cada olhar, ou se a voz é cálida ou cristalina quando me chama e de dentro, no bafo da voz, o aroma chama ao beijo.
E o que acontece na realidade? Homens e mulheres se chipam de aromas contraditórios, à noite é sedução, de manhã é convulsão.
Beijo de amizade
Penso que todo os relacionamentos saudaveis você vai fazer pequenos ajustes, mas se você tiver de mudar totalmente para agradar, isto não é bem um relacionamento...
Fique com Deus, menina Daniela.
Um abraço.
Relacionamentos....
Nossa! Acho que é um dos assuntos mais interessantes e infindaveis.
Quanto mais se tenta entender isso mais queremos descobrir a fórmula perfeita pra essa equação que a meu ver não é perfeita.
Sobre o programa a liga das mulheres... Se tem audiência então por quê não fazer? É assim que pensam os produtores de tais programas. Essa sim é uma fórmula consagrada de sucesso!
Bjs!!
Legal, Bostadebovideos. O cheiro é essencial, é ele que atrai, que faz a química.
Daniel, relacionamento é troca. Um se adapta ao outro, ninguém precisa mudar.
Maha, acho que não tem fórmula. A gente aceita o outro como ele é, com defeitos e tudo, isso é amar. Ter que agradar ou agir de um jeito ou de outro, se anulando para agradar é o que não concordo, não é por aí. Quanto ao programa, achei divertido, gostei. Só não gostei de elas dizerem para a guria: não veste isso porque tu não vai ser levada a sério (mais ou menos assim), tu fez isso que não deveria, falou aquilo que espantou o cara, e assim vai. Como se ela fosse o problema. Se ela tiver que arrumar alguém, vai ser por ela, porque o cara vai olhar para ela e gostar do jeito dela. O que a guria deveria fazer é mudar o foco, ela está tão preocupada em arrumar um namorado que passa a não perceber as coisas (ou pessoas) ao redor dela. Acho que é isso, certeza a gente nunca tem. Relacionamentos são um mistério!
Beijos pra vocês!
Postar um comentário